O PAPEL DO ENFERMEIRO NA CLASSIFICAÇÃO DE RISCO EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA INFANTIL
UMA ANÁLISE DO PROTOCOLO DE MANCHESTER
Palavras-chave:
Protocolo de Manchester, Classificação de Risco, Urgência e emergência, Emergência infantil, pronto-socorro infantilResumo
Introdução: O atendimento em urgência e emergência atua 24 horas e tem como intuito atender os pacientes com base em sua condição clínica avaliada na triagem. A compreensão dos serviços de urgência e emergência infantil é fundamental para a promoção da saúde e o atendimento adequado a crianças em situações críticas. Esses serviços são essenciais para o diagnóstico e tratamento de condições agudas que podem ameaçar a vida, exigindo uma abordagem rápida e eficaz. No Brasil, estas unidades utilizam o Protocolo de Manchester, que garante que o atendimento seja eficiente, além de reduzir a subjetividade na classificação realizada pelo enfermeiro.
Objetivo: O objetivo geral é analisar a importância da ação do enfermeiro na classificação de risco em urgência e emergência infantil, com foco nos critérios do Protocolo de Manchester.
Metodologia: Trata-se de uma revisão de escopo com abordagem qualitativa, transversal e descritiva. Para a seleção dos artigos utilizados até o momento, foram empregadas as palavras-chave “Protocolo de Manchester”, “Classificação de Risco”, “Urgência e Emergência”,“Emergência Infantil” e “Pronto- socorro Infantil” nas bases de dados Scielo, Pubmed, Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e Periódico CAPES.
Resultados: A atuação da enfermagem na triagem pediátrica em serviços de urgência e emergência é essencial para garantir uma avaliação criteriosa, humanizada e precisa, utilizando protocolos como o de Manchester para classificar a gravidade dos casos e organizar o fluxo de atendimento. O enfermeiro desempenha um papel central, realizando anamnese, exame físico, escuta ativa e monitoramento contínuo, considerando não apenas aspectos clínicos, mas também fatores socioeconômicos e de contexto de vida da criança. Estudos mostram que uma classificação de risco adequada reduz superlotação, direciona recursos, agiliza intervenções e fortalece a autonomia da enfermagem, embora desafios como sobrecarga de trabalho, falta de capacitação e compreensão limitada dos responsáveis ainda possam comprometer sua efetividade. A implementação eficiente do protocolo depende de profissionais qualificados, infraestrutura adequada e estratégias educativas para orientar a população sobre o funcionamento da triagem e a utilização adequada dos serviços de saúde.
Conclusão: A classificação de risco em urgência pediátrica é essencial para priorizar casos graves, reduzir superlotação e melhorar a qualidade da assistência, com o enfermeiro desempenhando papel central na avaliação clínica e aplicação dos protocolos. Sua efetividade, entretanto, é limitada pela falta de capacitação contínua, sobrecarga dos serviços e compreensão insuficiente dos responsáveis sobre o funcionamento da triagem. Investimentos em infraestrutura, treinamento permanente e estratégias de educação em saúde são fundamentais para garantir atendimento seguro, humanizado e eficiente.
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