ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PARTO NORMAL
PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E PROMOÇÃO DA AUTONOMIA MATERNA
Palavras-chave:
violência obstétrica, assistência de enfermagem, parto normal, autonomia da mulher, humanização do partoResumo
Introdução: Apesar dos avanços na obstetrícia, o modelo hospitalar de parto ainda é fortemente medicalizado, contribuindo para a desumanização do processo e para a ocorrência de práticas abusivas. A violência obstétrica, caracterizada por intervenções desnecessárias, falta de consentimento e desrespeito à mulher, ainda é um desafio na realidade brasileira. A atuação do enfermeiro, por meio de uma abordagem humanizada, pode ser determinante na promoção de um parto respeitoso e seguro. Objetivo: Identificar boas práticas de enfermagem utilizadas na assistência ao parto normal, com foco na prevenção da violência obstétrica e no fortalecimento da autonomia da mulher. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. A busca foi realizada em julho de 2025, na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), nas bases LILACS e BDENF, com descritores “assistência de enfermagem”, “parto normal”, “violência obstétrica” e “humanização do parto”, combinados com o operador booleano AND. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, em português, disponíveis na íntegra, que abordassem a atuação da enfermagem no parto normal, sendo excluídos duplicados, dissertações, teses e artigos de opinião. Ao final, 10 artigos compuseram a amostra. Resultados e discussão: Após a leitura dos artigos, foram identificados três categorias centrais da atuação do enfermeiro: práticas humanizadas de cuidado, prevenção da violência obstétrica e promoção da autonomia da parturiente. Entre as boas práticas destacam-se o uso de métodos não farmacológicos de alívio da dor, como massagens, banho morno, exercícios respiratórios e bola suíça, o incentivo à deambulação e à liberdade de posição, o estímulo ao contato pele a pele imediato e o apoio ao aleitamento materno precoce. No que se refere à prevenção da violência obstétrica, evidenciam-se a escuta ativa, a comunicação clara, a garantia do direito a acompanhante, o respeito ao processo fisiológico do parto e a redução de intervenções invasivas sem respaldo clínico. Já na promoção da autonomia, observa-se a a livre escolha de posição para parir, o incentivo à tomada de decisões compartilhadas, o uso do partograma como ferramenta de acompanhamento seguro e o suporte emocional contínuo durante todas as fases do trabalho de parto. Conclusão: A enfermagem, por meio de práticas humanizadas, é fundamental para prevenir a violência obstétrica e fortalecer a autonomia da mulher, garantindo um cuidado respeitoso e seguro. Valorizar o trabalho do enfermeiro obstetra e investir em sua formação qualifica a assistência, reduz intervenções desnecessárias e promove a humanização do parto.
Downloads
Publicado
Como Citar
Licença
Copyright (c) 2026 Caroline Aparecida Nunes Ventura, Pérola Liciane Baptista Cruz e Silva

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Ao submeter o seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) ao repositório, o(s) autor(es) concorda(m) com os termos e condições estabelecidos nos documentos assinados e anexados.
