ORIENTAÇÃO DO FARMACÊUTICO QUANTO AO USO DE PSICOFÁRMACOS NA VIDA UNIVERSITÁRIA

UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Autores

  • Aline Fernanda Assunção Pedo Faculdades integradas de Jaú
  • Letícia Fernanda Marineli

Palavras-chave:

Farmacêutico, Psicotrópicos, Universitários

Resumo

Introdução: O uso de medicamentos psicotrópicos, ou psicofármacos, vem aumentando de forma vertiginosa desde sua introdução ao mercado, em meados da década de 1950. Nos últimos anos, observa-se um crescimento ainda mais expressivo no consumo desses produtos. O farmacêutico tem um papel fundamental quanto a orientação do uso de psicotrópicos visto que é o profissional de saúde que a população em geral tem maior acesso, o que possibilita prestar aconselhamento aos indivíduos, podendo interagir e discutir a respeito de hábitos saudáveis de vida e em relação as suas necessidades, orientar sobre fármacos e o cuidado de patologias presentes, o encaminhando a outros profissionais. Objetivo: apontar o papel do farmacêutico no que diz respeito à orientação do uso de psicofármacos. Metodologia: Foi realizado uma revisão bibliográfica narrativa da literatura que se baseia em literaturas estruturadas utilizando-se, portanto, de artigos científicos obtidos através de consultas em bases de dados virtuais, ou seja: Biblioteca Virtual em Saúde, Scileo, Pubmed, entre outras. Desenvolvimento teórico: Os psicofármacos, conhecidos também como drogas psicotrópicas, são substâncias que atuam no sistema nervoso central. Dentre as suas principais classes destacam-se os antidepressivos, os ansiolíticos, antipsicóticos, psicoestimulantes e os antiepilépticos. Os antidepressivos são os psicofármacos que, por definição, são responsáveis por aliviar os sinais e sintomas de perturbações depressivas. Os ansiolíticos são medicamentos cujos componentes químicos atuam no controle da ansiedade com efeitos que incidem sobre as emoções, o humor e o comportamento. Os antipsicóticos são considerados a primeira linha de tratamento para os sintomas psicóticos e suas síndromes. Os psicoestimulantes são compostos por drogas que têm em comum ações como aumento da atividade motora e redução da necessidade de sono. A literatura mostra que a classe universitária tende a apresentar nível de risco três vezes mais elevado para desenvolvimento de transtornos mentais quando comparada à população geral. Isso porque a vida acadêmica exige muito dos graduandos, as responsabilidades complexas, as habilidades e competências para serem construídas no decorrer do percurso. Atualmente há certo aumento do uso desses psicofármacos principalmente entre universitários, porém, sem prescrição médica, gerando uma certa preocupação pelas autoridades de que forma está sendo entregue ao cliente sem reter a receita especial que seria do fármaco controlado. A atuação do farmacêutico na dispensação dos psicofármacos é composta de uma série de competências, dentre elas está o controle medicamentoso, verificação e conscientização do paciente para que não ocorra interação entre os fármacos. Conclusão: A orientação farmacêutica na prevenção do uso indevido de psicofármacos entre universitários envolve a educação do paciente sobre os riscos, a colaboração entre profissionais de saúde para um diagnóstico e tratamento mais precisos, a promoção da autonomia do paciente através de um acompanhamento individualizado, e o monitoramento do tratamento para identificar e mitigar efeitos adversos e interações medicamentosas, incentivando um uso racional e seguro desses medicamentos.

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Publicado

11.06.2026

Como Citar

Assunção Pedo, A. F. ., & Marineli, L. F. (2026). ORIENTAÇÃO DO FARMACÊUTICO QUANTO AO USO DE PSICOFÁRMACOS NA VIDA UNIVERSITÁRIA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA. Repositório Institucional Das Faculdades Integradas De Jaú. Recuperado de https://portal.fundacaojau.edu.br/journal/index.php/tcc/article/view/1309

Edição

Seção

Farmácia

Categorias