VARIÁVEIS DO TREINAMENTO RESISTIDO E SUA INFLUÊNCIA NA OSTEOPOROSE
Palavras-chave:
Treinamento de resistênciaResumo
A osteoporose é um distúrbio osteometabólico caracterizado pela redução da
densidade mineral óssea e deterioração da microarquitetura, o que aumenta o risco
de fraturas, especialmente em idosos e mulheres pós-menopausa, tornando-se um
importante problema de saúde pública com elevada prevalência, impacto funcional e
socioeconômico. Considerando que fatores como envelhecimento, deficiência
estrogênica, sedentarismo, baixo consumo de cálcio e vitamina D e histórico familiar
elevam a susceptibilidade à doença, torna-se fundamental adotar intervenções
preventivas e terapêuticas seguras e acessíveis, além do tratamento medicamentoso.
Nesse contexto, o treinamento resistido tem se mostrado uma estratégia eficaz por
estimular o metabolismo ósseo, melhorar a força muscular, o equilíbrio, a
funcionalidade e reduzir o risco de quedas, sendo reconhecido por entidades
científicas como uma intervenção de primeira escolha. Este estudo teve como objetivo
analisar, por meio de revisão bibliográfica, as principais variáveis do treinamento
resistido que influenciam a resposta osteogênica, destacando intensidade, volume,
frequência e duração mínima necessária para promover adaptações significativas.
Foram consultadas as bases SciELO, PubMed e Google Acadêmico, entre 2001 e
2025, sendo selecionados treze estudos com delineamentos robustos e critérios
metodológicos adequados para análise qualitativa. Os achados demonstraram que
protocolos com intensidade moderada a alta, duração mínima de 12 semanas,
frequência de duas a três sessões semanais e progressão sistemática da carga
proporcionam melhores resultados sobre a densidade mineral óssea, concluindo que
o treinamento resistido, quando devidamente prescrito, representa uma intervenção
essencial para prevenção, tratamento e promoção do envelhecimento saudável.
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