CANNABIS MEDICINAL E ENXAQUECA
BENEFÍCIOS E LIMITAÇÕES DO USO CLÍNICO
Palavras-chave:
enxaqueca, cannabis, tratamento, canabinóides., dorResumo
: A cefaleia é uma condição prevalente, incapacitante, muitas vezes sem
diagnóstico e tratamento adequados. Cefaleia trata-se de uma dor crônica que representa
um grande problema de saúde pública e um componente comprometedor da qualidade
de vida, prejudicando seus componentes sociais. A Cannabis pertence ao gênero
Cannabaceae , possuindo três espécies: C. sativa, C. ruderalis e C. Indica. O uso e a
aceitação como da cannabis medicinal continuam a evoluir, como mostra o crescente
número de indicações médicas específicas. Objetivo : Analisar os benefícios e limitações
do uso clínico da cannabis medicinal no tratamento da enxaqueca com base na literatura
científica atual. Metodologia : Para a devida abordagem do assunto optou-se pelo
método de revisão bibliográfica da literatura que se baseia em literaturas estruturadas
utilizando-se, portanto, de artigos científicos obtidos através de consultas em bases de
dados virtuais. Desenvolvimento teórico : a enxaqueca é uma condição neurológica
crônica que afeta cerca de 15% da população mundial, sendo considerada uma das
principais causas de incapacidade funcional. A cannabis sativa é uma planta com mais
de 500 compostos identificados, dos quais cerca de 120 pertencem à classe dos
fitocanabinoides. Entre os mais estudados, destacam-se o THC, com propriedades
psicoativas, e o CBD, que apresenta perfil terapêutico promissor com menor risco de
efeitos adversos centrais. O sistema endocanabinoide desempenha um importante papel
na enxaqueca, por conta de seus receptores localizados principalmente em estruturas
do sistema nervoso e ter atuação na percepção e processamento da dor. Apesar do
uso da cannabis para o tratamento da enxaqueca ter ocorrido entre 1842 e 1942, muito
do conhecimento ao redor do tratamento tem sido descoberto recentemente, como a
atividade canabinoide através de receptores não canabinoides. A cannabis medicinal
apresenta um potencial terapêutico promissor no tratamento da enxaqueca, especialmente
em casos de pacientes refratários aos tratamentos convencionais. Apesar dos avanços
significativos no conhecimento científico sobre a cannabis medicinal e do crescente
interesse por suas aplicações terapêuticas, sua utilização clínica ainda enfrenta diversas
limitações e desafios que dificultam a consolidação como tratamento de primeira escolha
para muitas condições. O uso de canabinoides, embora cada vez mais explorado para
fins terapêuticos, apresenta uma gama de efeitos adversos que requerem atenção clínica.
Conclusão : apesar de a literatura ainda ser carente de mais estudos sobre o uso da
cannabis medicinal, pode-se concluir que ela representa uma alternativa terapêutica viável
para o tratamento da enxaqueca, principalmente em pacientes que não apresentam
resposta satisfatória aos tratamentos tradicionais. O sucesso terapêutico com o uso de
canabinoides está diretamente vinculado ao acompanhamento profissional individualizado
e à informação qualificada, reforçando a importância da formação continuada dos
profissionais de saúde e da ampliação do debate público sobre o tema.
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