A PERSPECTIVA DOS ALUNOS DE ENFERMAGEM DURANTE A GRADUAÇÃO SOBRE O PROCESSO MORTE E MORRER
Palavras-chave:
Processo de morte e morrer, Enfrentamento do sofrimento, EnfermagemResumo
A morte faz parte do desenvolvimento humano acompanhando o seu ciclo vital e deixando suas marcas, sendo algo que não pode ser descrita, ou seja, a própria palavra “morte” não dá conta do que ela seja. (CORALLI, 2012).
De acordo com Oliveira (2021), do ponto de vista antropológico, a vida está circunscrita entre o nascimento e a morte. Em sua definição natural e clássica, é concebida como a separação da alma do corpo, isto é, como o desmembramento-divisão dos princípios essenciais que constituem do ser humano.
Embora o homem tenda a ignorá-la e a repeli-la, a morte é um processo natural e inevitável da vida, um enigma, onde entender o processo e as representações dos indivíduos sobre a morte pode ser o passo para entender o conceito da vida, (ROCHA et al, 2017).
Nesse contexto, lidar com o processo de morte e morrer dos pacientes, pode ser entendido como um dos grandes desafios aos profissionais de enfermagem que atuam em hospitais, e por não ser um tema de abordagem simples, pode gerar reações diversas como sentimentos de frustração, impotência, perda, estresse e culpa, principalmente aos profissionais não preparados para lidar com tais situações da realidade cotidiana, que vai desde a aceitação da perda de um paciente até o momento de dar a notícia aos familiares. (LIMA & COSTA JUNIOR, 2015).
Como estudado por Carmo e Oliveira (2015), os trabalhadores de enfermagem sofrem intensamente ao cuidar dos pacientes em processo de morrer e, para enfrentarem o sofrimento cotidiano, utilizam diversas estratégias e mecanismos de defesa, individuais e coletivas, como a negação, criação de rotinas e afastamento.
Segundo Lima e Costa Junior (2015) uma das causas da dificuldade de aceitação do processo de morte e morrer é que durante a formação acadêmica o tema “morte” é pouco abordado, podendo haver, várias lacunas, em que o profissional é incentivado a acreditar que somente a cura e a recuperação do paciente são características de um bom cuidado.
A implantação de programas centrados na educação para a morte e de estratégias de resolução de problemas podem contribuir para a constituição de redes sociais e ampliar os espaços de discussão, nos quais os profissionais da área e os estudantes possam refletir sobre as questões ligadas à morte de forma saudável, vivencial, acolhedora e integrada. (SANTOS & HORMANEZ, 2013).
Este estudo se justifica pela apresentação sobre o processo “morte e morrer” na visão dos alunos de enfermagem, identificando o nível de aprendizado que recebe sobre o tema durante a formação acadêmica, buscando o preparo profissional para tal.
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