MICROBIOTA INTESTINAL E A RELAÇÃO COM O DISTÚRBIO DEPRESSIVO
Palavras-chave:
Microbiota intestinal, Distúrbio depressivo, Microbiota- intestino-cérebroResumo
A depressão nos últimos anos, vem se tornando um problema de saúde pública
mundial. A doença atinge 4,4% da população mundial, sendo o Brasil o segundo
com maior número de depressivos nas Américas, com 5,8% da população. A
depressão é uma doença de múltiplas causas sua etiopatogenia está relacionada
desde o ambiente, a predisposição genética, alterações epigenéticas e eventos ao
longo do desenvolvimento, que levam a alterações estruturais e neuroquímicas do
sistema nervoso central com características relativamente estáveis.
Em relação aos fatores biológicos que podem estar envolvidos na patogênese do
distúrbio depressivo a microbiota intestinal demonstrou uma relação importante com
desencadeamento desse distúrbio. Através da evolução tecnológica novos conhecimentos surgiram sobre a composição da microbiota humana por meio dessas tecnologias foi possível identificar biomarcadores presentes no intestino relacionados a uma variedade de doenças metabólicas incluindo distúrbios do sistema nervoso central. O distúrbio da homeostase da comunidade bacteriana intestinal, a disbiose, demonstrou exercer um impacto negativo na saúde mental do hospedeiro, podendo conduzir a patologias psiquiátricas como a depressão. Esse papel modulador que este ecossistema exerce proporciona uma comunicação de influência bidirecional no eixo denominado microbiota- intestino-cérebro, concretamente, essa relação é fundamental para a vida se revelando um novo potencial como terapêutica a favor da saúde mental. Nesta revisão, resumimos as descobertas sobre a relação da microbiota intestinal com o distúrbio depressivo , incluindo a importância de vários fatores relacionados à disbiose, desequilíbrio, determinar as substâncias produzidas pela microbiota envolvidas nesse processo e correlacionar com o desenvolvimento da depressão.
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